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RESUMO
O Instituto Cidadão
apresenta através deste projeto, as atividades desenvolvidas
por dois de seus voluntários, no período de 25 de
janeiro a 03 de fevereiro de 2007, na região do litoral do
Nordeste brasileiro. Essas atividades foram planejadas e executadas
durante o último semestre de 2006 e primeiro trimestre de
2007. O tema a ser desenvolvido foi denominado de “Uma leitura
social acerca da realidade do Nordeste brasileiro”, tendo
como objeto a análise sócio-econômica da região.
O objetivo foi realizar um estudo parcial sobre a realidade social
da região do Nordeste do Brasil, possibilitando a intervenção
de um futuro projeto voltado ao combate das desigualdades nos grandes
centros, discutindo a Cidadania com ações concretas.
A viagem foi realizada em aproximadamente duas semanas, percorrendo
cerca de 7000 km, entre as principais cidades do Nordeste, analisando
sua infra-estrutura e suas relações sociais. A metodologia
utilizada foi fundamentada nos princípios teóricos
voltados a crítica de um pensamento transformador que tenha
como base a materialidade histórica do individuo em seu conjunto
social. Foram exaltados os conceitos éticos, políticos
e econômicos, voltados para a liberdade das ações
e elevação dos direitos como base para uma sociedade
mais justa e igualitária. As bases da coleta de dados foram
realizadas em divisões de análise de observação
e registro.
Desta forma, acreditamos que através desta leitura foi possível
analisar as dificuldades enfrentadas nessas regiões visitadas
e suas singularidades. Independente de cada cidade e como os sujeitos
vivem e/ou sobrevivem, a região Nordeste merece nossa atenção
na área de pesquisa, criando e propondo alternativas para
a minimização das desigualdades sofridas, pois esta
região difere em todos os aspectos (econômico, social
e cultural) em relação às outras regiões
do Brasil. É fato que a discussão e a efetivação
da cidadania contribuem para a melhoria na qualidade de vida dos
sujeitos sociais participantes deste processo de emancipação
e desenvolvimento.
DADOS ESTATÍTICOS
DA REGIÃO NORDESTE
A Região Nordeste
inclui os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará,
Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe
e Bahia, com 1.793 municípios; 1,5 milhão de km²
(NE/BR: 20%); 3.300 km de litoral, 51,6 milhões de habitantes
(NE/BR: 27,6 %). ; PIB de US$ 93,6 bilhões (NE/BR: 12,8 %)
(²); PIB per capita de US$ 1,856.72 (²); 18 terminais
marítimos (³);18 aeroportos, sendo nove internacionais
(³); 405.396 km de rodovias (³); 8.231 km de ferrovias
(³); 27.767.129 kW de capacidade instalada de energia (4);
ocupando área de 1.561.177,8 km2, o que corresponde a 18,26%
da área total do país. A maior parte de seu território
é formado por extenso planalto, antigo e aplainado pela erosão.
Em função das diferentes características físicas
que apresenta, a região Nordeste encontra-se dividida em
quatro sub-regiões: Zona da Mata, Agreste e o Sertão.
A faixa de transição entre o sertão semi-árido
e a região Amazônica denomina-se Meio-Norte, apresentando
clima bem mais úmido e vegetação exuberante
à medida que avança para o oeste. A economia local
é basicamente agrícola, predominando as plantações
de arroz nos vales úmidos do estado do Maranhão. Na
década de 80, no entanto, teve início o processo de
industrialização da área, com a instalação
de indústrias que constituem extensões dos projetos
minerais da Amazônia.
A Zona da Mata estende-se do Estado do Rio Grande do Norte ao Sul
do Estado da Bahia, numa faixa litorânea de até 200
km de largura. Possui clima tropical úmido, com chuvas mais
freqüentes na época do outono e inverno, exceto no Sul
do Estado da Bahia, onde se distribuem uniformemente por todo o
ano. O solo dessa área é fértil e a vegetação
natural é a mata atlântica, já praticamente
extinta e substituída por lavouras de cana-de-açúcar,
desde o início da colonização do país.
O Agreste é a área de transição entre
a Zona da Mata, região úmida e cheia de brejos, e
o sertão semi-árido. Nesta sub-região os terrenos
mais férteis são ocupados por minifúndios,
onde predominam as culturas de subsistência e a pecuária
leiteira.
Já o Sertão, é a extensa área de clima
semi-árido, nos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará
atingindo até o litoral. Os solos desta sub-região
são rasos e pedregosos, as chuvas escassas e mal distribuídas
e as atividades agrícolas sofrem grande limitação.
A vegetação típica do sertão é
a caatinga.
O rio São Francisco é o maior rio da região
e a única fonte perene de água para as populações
que habitam as suas margens. Nele existem várias represas
e usinas hidrelétricas, como a de Sobradinho, em Juazeiro,
Estado da Bahia, e a de Paulo Afonso, na divisa dos Estados da Bahia
e Pernambuco. A economia do sertão nordestino baseia-se na
pecuária extensiva e no cultivo de algodão em grandes
propriedades de terra, com baixa produtividade.
A economia da região Nordeste baseia-se na agroindústria
do açúcar e do cacau. O petróleo é explorado
no litoral e na plataforma continental e processado na refinaria
Landulfo Alves, em Salvador, e no Pólo Petroquímico
de Camaçari, também no Estado da Bahia. O setor de
turismo, que tem demonstrado grande potencialidade de desenvolvimento
na região Nordeste, vem crescendo consideravelmente nos últimos
anos e apresenta perspectivas otimistas para o futuro.
A população da região Nordeste totaliza 43.792.133
habitantes, o que representa 28,9% do total do país. Sua
densidade demográfica é de 28,05 habitantes por km2
e a maior parte da população se concentra na zona
urbana (60,6%). As principais metrópoles regionais são
as cidades de Salvador, capital do Estado da Bahia, Recife, capital
do Estado de Pernambuco, e Fortaleza, capital do Estado do Ceará.
JUSTIFICATIVA
“Todos são
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros... a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança
e a propriedade...”. C F 88, art. 5.
A oportunidade de conhecer a região Nordeste despertou-nos
o interesse de realizar uma leitura socioeconômica a fim de
compreendermos de perto a difícil realidade que essa população
vive. A região Nordeste é sem dúvida uma região
rica em belezas naturais, porém sua população
tem poucas condições de exercer a cidadania plena
devido à intensidade das expressões da questão
social nesta região. As famílias são grandes,
devido à falta de informação para o controle
de natalidade, gerando mais tarde a “obrigatoriedade”
do trabalho infantil para que possam sobreviver. Há ainda
poucas oportunidades de trabalho e uma das alternativas é
a pesca e o artesanato. Pode-se verificar a triste realidade de
mendicância de crianças e famílias, as margens
da rodovia BR 101 pedindo alimentos aos viajantes pela estrada.
Através desta leitura foi possível verificar e confirmar
que o atual processo da globalização baseado nas relações
sociais do cotidiano dos grandes centros urbanos, estabelece a crescente
individualização da vida humana que resulta nas indiferenças
e desigualdades em que vivemos.
Uma possível intervenção com esses sujeitos
em vulnerabilidade social e altos índices de pobreza, retrataria
a importância e a necessidade do trabalho profissional num
projeto de resultados efetivos para as demandas desses usuários.
O desenvolvimento de atividades que possibilitem a melhoria na qualidade
de vida dos participantes deste futuro projeto, certamente contribuirá
para a auto-gestão e emancipação de novos cidadãos
de direitos e participantes do contexto social, hoje distante de
suas realidades. Nesse sentido, este projeto visa trabalhar um conceito
profissional de atuação junto a esta realidade, baseado
em um estudo sistemático e ações de inserção
social desta população, colaborando para novas leituras
e intervenções sociais.
PÚBLICO ALVO
Populações especificas de algumas regiões do
Nordeste Brasileiro.
OBJETO
Análise sócio-econômica
e cultural da população que vive na região
do Nordeste Brasileiro, visando o exercício da cidadania,
o resgate da qualidade de vida e novas práticas educativas/informativas.
OBJETIVO
Realizar um estudo socioeconômico
e cultural da região do Nordeste do Brasil, possibilitando
a intervenção de um futuro Projeto voltado ao combate
das desigualdades nos grandes centros e em locais específicos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Realização
de uma viagem de aproximadamente 2 semanas, percorrendo cerca de
7000 km , entre as principais cidades do Nordeste Brasileiro, analisando
sua infra-estrutura e suas relações sociais.
• Levantamento quantitativo de custos para uma expedição
de 30 dias contemplando toda região Norte-Nordeste, para
execução de futuras pesquisas in loco.
• Registro fotográfico dos principais locais visitados.
• Visitas ao conjunto Cress/Região Nordeste
• Estudo cultural das realidades vivenciadas principalmente
nos grandes centros históricos (Salvador – Recife),
de forma a compreender suas determinações.
• Análise histórica dos costumes e linguagem
da região visitada.
• Doação de alimentos e roupas.
METODOLOGIA
A metodologia utilizada
foi fundamentada nos princípios teóricos voltados
a crítica de um pensamento transformador que tenha como base
a materialidade histórica do individuo em seu conjunto social,
sendo exaltados os conceitos éticos, políticos e econômicos,
apontando para liberdade das ações e elevação
dos direitos como base para uma sociedade mais justa e igualitária.
A coleta de dados foi realizada em divisões de análise
de observação e registro em parceria com o estudo
bibliográfico pertinente as demandas estudadas. Os dados
quantitativos são: 6640 km percorridos, 10 dias de viagem,
06 Estados do Nordeste visitados e 04 Estados do Sudeste e cerca
de R$ 2.000,00 de gastos com transporte, alimentação
e acomodação.
10 – CRONOGRAMA
2006/2007 Atividades
Último Semestre de 2006 e primeiro trimestre de 2007 Formulação,
Apresentação e Discussão do Projeto com a Diretoria;
Preparação dos Recursos Físicos, Humanos e
Operacionais; Organização dos dados bibliográficos
de cada região e inicio da viagem;
Relatório final de Viagem e Apresentação dos
Resultados à Diretoria.
AVALIAÇÃO
O processo de avaliação
do projeto teve como garantia a eficiência e eficácia
de suas ações, tornando-o efetivo em todas as etapas
de sua execução, proporcionando durante e após
o desenvolvimento das atividades, a discussão e o relato
das mesmas.
A análise dos avanços e dificuldades enfrentadas foi
registrada em relatórios que serviram de suporte para os
apontamentos previstos no tempo de execução do projeto.
O objetivo de conhecer a realidade nordestina e de realizar um estudo
socioeconômico e cultural da região foi concretizado,
mesmo encontrando dificuldades para a realização deste,
foi possível levantar dados qualitativos e quantitativos,
possibilitando assim a intervenção de um futuro Projeto
voltado ao combate das desigualdades nessas regiões.
A viagem ao Nordeste foi realizada em duas semanas conforme o planejado
e o levantamento quantitativo de custos para uma expedição
de 30 dias para a execução de futuras pesquisas in
loco foi atingida em 50% dos objetivos. É importante registrar
que não atingimos um dos objetivos específicos que
era de realizar uma análise histórica dos costumes
e linguagem de cada região visitada, devido à falta
de tempo que estava sujeita aos recursos financeiros disponíveis.
Com o término da Leitura, foi elaborado um relatório
final pelos participantes que devera servir de suporte para futuras
ações. O trabalho teve o apoio da Diretoria e Conselho
Fiscal do Instituto, bem como todos os participantes.É possível
afirmar que através da efetivação deste Projeto,
conseguiremos alcançar coletivamente algumas das diversas
transformações que a sociedade anseia, sempre lutando
pelos direitos e qualidade de vida de um cidadão consciente
de seus direitos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- BELFIORE, Mariângela.
Refletindo sobre a noção de exclusão. Revista
Serviço Social & Sociedade, São Paulo, ano 18,
n.55, p.74-83, nov.1997.
- CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DO BRASIL, Ática, 1998.
- OLIVEIRA, José
L. G. Exclusão Social: questões conceituais e doutrinárias.
O Social em Questão, Rio de Janeiro, ano 1, v.2, n.2, junho/dez
1997.
- PEREIRA, Potyara A.P.
Necessidades Humanas: subsídios à crítica dos
mínimos sociais. 2º ed. São Paulo, Cortez, 2002.
- Revista Veja 02 de agosto
de 2000, numero 31, 138 pg.
- YASBEK, Maria C. Classes
Subalternas e Assistência Social. 2º ed. São Paulo:
Cortez, 1993.
Sites visitados:
- www.institutocidadao.org.br, acesso em 20 de julho de 2007, as
17h00minhs.
ANEXOS
• Planilha de custos
para uma expedição de 30 dias contemplando toda região
Norte-Nordeste, para execução de futuras pesquisas
in loco.
• Fotos

Projeto Nordeste - Visita a ocupação as margens
da BR 116

Projeto Nordeste - Visita ao Movimento Sem Terra as margens da BR
116


Visita ao Projeto Tamar
Os
Projetos na integra podem ser solicitados através de nosso
contato.
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